O Banco Central já identificou R$ 317 milhões em cédulas e moedas falsas neste
ano, principalmente notas de R$ 50 e R$ 10. Apesar de volumoso, o montante é 35%
inferior ao registrado em todo o ano passado ( R$ 488 milhões).
O diretor de Administração do BC, João Antonio Fleury Teixeira, afirmou que há
uma tendência de queda do número de falsificações no país desde 2003, quando o
BC identificou o recorde de R$ 535 milhões em cédulas e moedas irregulares.
Ontem o BC assinou convênio com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
para cooperação mútua na identificação de cédulas e moedas falsas.
Segundo Teixeira, com a campanha "Como Reconhecer Cédulas e Moedas Legítimas",
os funcionários dos Correios, presentes em mais de 5.000 municípios do país,
poderão dar esclarecimentos à população dos locais mais remotos sobre formas de
identificar uma cédula falsa.
Inicialmente, a Universidade Correios pretende ensinar 25 mil servidores da
empresa na identificação de falsificações. Eles terão acesso a material didático
produzido pelo BC com informações que depois serão repassadas ao cidadão comum
por meio de cartazes e filmes.
Entre os esclarecimentos consta o simples ato de levar a cédula contra a luz
para observar a marca d'água no papel da nota. O diretor do BC assegura que 97%
das cédulas falsas não têm essa identificação porque são feitas em papel comum.
Fleury acrescentou que as falsificações são feitas principalmente dentro do
Brasil, mas há identificação de notas irregulares também em países vizinhos como
Paraguai e Colômbia.